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Planilha de controle de pacientes para fisioterapia: modelo com pacotes, faltas e a receber

As quatro abas de uma planilha de controle de pacientes que funciona no consultório de fisioterapia — pacientes, sessões, pacotes e resumo do mês —, com as fórmulas prontas, o arquivo para baixar (Excel e Google Planilhas), as conferências que pegam a cobrança esquecida e os sinais de que a planilha já não dá conta.

A planilha de controle de pacientes costuma nascer no dia em que o primeiro pacote é vendido. Até ali, a agenda do celular e o extrato do banco davam conta: o paciente vinha, pagava e ia embora. Com o pacote chega a pergunta que nenhum dos dois responde — quantas sessões ainda restam para a Carla? — e, com ela, a primeira aba. Três meses depois, essa aba tem vinte colunas, uma delas chamada “pagou?”, e ninguém confia muito no que ela diz.

O problema não é usar planilha. É uma aba só tentar responder quatro perguntas diferentes: quem está em tratamento, o que aconteceu em cada horário, quanto resta de cada pacote e quem deve quanto. Cada pergunta tem um formato próprio e merece uma aba própria.

O modelo abaixo é para o consultório que cobra por sessão, por pacote ou pelos dois — o caso da maioria dos fisioterapeutas autônomos e das clínicas pequenas. Se você trabalha com plano mensal e vaga fixa em turma (Pilates, RPG, hidroterapia), a planilha do studio é a que serve. As fórmulas estão com os nomes em português e ponto e vírgula como separador, e funcionam igual no Google Planilhas e no Excel. As abas se chamam Pacientes, Sessões, Pacotes e Resumo; nas fórmulas, ‘Sessões’ vai entre aspas simples, que os dois programas aceitam em qualquer nome de aba.

Baixe a planilha pronta (arquivo .xlsx, abre no Excel e no Google Planilhas): as quatro abas com as fórmulas, as listas suspensas, os alertas coloridos e os exemplos deste artigo, que você apaga antes de começar. No arquivo, as colunas de fórmula já vêm preenchidas até a linha 300 (3.000 na aba Sessões) e, nas que dependem do nome do paciente ou do código do pacote, com um SE(A2="";"";…) na frente, para a linha vazia ficar em branco.

Aba 1 — Pacientes

Uma linha por paciente. É o cadastro e a situação de cada tratamento, não o prontuário.

PacienteInícioSituaçãoSessões marcadasSaída / motivo
Carla M.22/09/2026Em tratamento4
Jorge A.15/09/2026Em tratamento0
Helena P.02/09/2026Em tratamento1
Roberto S.29/09/2026Em tratamento2
Luís F.01/10/2026Em tratamento2
Marta L.03/08/2026Alta029/09 — objetivo atingido

Nomes e datas ilustrativos. Telefone, e-mail e data de nascimento entram em colunas à direita.

A coluna Sessões marcadas é fórmula: conta as sessões futuras do paciente na aba Sessões. Na linha 2:

=CONT.SES('Sessões'!C:C;A2;'Sessões'!D:D;"Agendado";'Sessões'!A:A;">="&HOJE())

Regras de preenchimento:

  • Situação tem quatro valores: Em tratamento, Pausado, Alta e Abandonou. Use uma lista suspensa (validação de dados) para ninguém escrever “em trat.” ou “ok”. Alta e abandono não são a mesma coisa: quem recebeu alta com o objetivo atingido volta na próxima queixa; quem abandonou saiu sem fechar o tratamento. Misturar os dois esconde quantos pacientes você está perdendo no meio do caminho.
  • Em tratamento com zero sessões marcadas é o alarme da aba. Uma formatação condicional que pinta a linha nessa combinação resolve. No exemplo, o Jorge cancelou a sessão de sexta e não marcou outra: é a ligação desta semana, não do mês que vem.
  • Status em vez de apagar. A linha apagada leva junto o histórico de quem saiu, quando e por quê.
  • Nada clínico nesta planilha. Queixa, diagnóstico e evolução ficam no prontuário, que tem regra própria de conteúdo, autoria e guarda — o artigo sobre prontuário no Word e no Google Docs mostra o que a norma pede de qualquer arquivo. A planilha de controle circula: é aberta no celular, compartilhada com a recepção, mandada por e-mail. Compartilhe só com quem precisa, nunca com “qualquer pessoa com o link”, e passe pelo checklist de LGPD para clínica.

Aba 2 — Sessões

Uma linha por sessão marcada, inclusive as que não aconteceram. É a aba mais longa e a que sustenta as outras três.

DataHoraPacienteStatusPacoteValorRecebidoFormaA receberSituação
06/10/202608:00Carla M.ConcluídoP-07
06/10/202609:00Jorge A.Concluído150150Pix0Paga
07/10/202617:00Helena P.Falta
08/10/202608:00Carla M.ConcluídoP-07
08/10/202610:00Roberto S.Concluído15080Dinheiro70Parcial
09/10/202609:00Jorge A.Cancelado
13/10/202608:00Carla M.AgendadoP-07

Trecho da aba, com valores ilustrativos.

Duas colunas são fórmula. Na linha 2:

  • A receber: =SE(F2="";"";MÁXIMO(F2-G2;0))
  • Situação: =SE(F2="";"";SE(G2>=F2;"Paga";SE(G2>0;"Parcial";"Pendente")))

Regras de preenchimento:

  • Status com quatro valores, em lista suspensa: Agendado, Concluído, Falta e Cancelado. Falta é quem não veio e não avisou no prazo; Cancelado é quem avisou. Misturar os dois tira da planilha a base da sua política de cancelamento.
  • Remarcou? A linha original vira Cancelado e a nova data ganha uma linha. Sobrescrever a data apaga justamente o padrão que interessa enxergar: o paciente que remarca toda semana.
  • Sessão de pacote leva o código do pacote e fica sem valor. O dinheiro dela está na aba Pacotes. Sessão avulsa fica com Pacote vazio e Valor preenchido. É essa regra que faz a conferência do Resumo funcionar.
  • Valor entra quando a sessão acontece, não quando é marcada. Preenchido no agendamento, ele aparece como a receber antes de a sessão existir. A falta só ganha valor se a sua política cobra a falta — e aí ela vira uma cobrança como qualquer outra.
  • Paciente deixou dinheiro adiantado sem fechar pacote? Registre como pacote (P-09, duas sessões). É o jeito de a planilha lembrar que esse dinheiro já tem destino.
  • Pagou em duas vezes? Recebido guarda a soma. A data de cada parte fica no extrato e na planilha de fluxo de caixa: esta planilha diz quem deve; o caixa diz quando o dinheiro entrou.

Aba 3 — Pacotes

Uma linha por pacote vendido. É a aba que responde a pergunta que mais gera discussão no consultório: quantas sessões ainda restam.

PacotePacienteVendaSessõesValorRecebidoConcluídasAgendadasA realizarLivresSituação
P-07Carla M.22/09/2026101.2001.2006440Pago
P-08Luís F.01/10/202689604802264Parcial

Na linha 2:

  • Concluídas: =CONT.SES('Sessões'!E:E;A2;'Sessões'!D:D;"Concluído")
  • Agendadas: =CONT.SES('Sessões'!E:E;A2;'Sessões'!D:D;"Agendado")
  • A realizar: =D2-G2
  • Livres: =D2-G2-H2
  • Situação: =SE(F2>=E2;"Pago";SE(F2>0;"Parcial";"Pendente"))

As duas colunas do fim respondem perguntas diferentes, e confundir uma com a outra é o erro mais comum de quem controla pacote. A realizar é o que você ainda deve ao paciente: as sessões que não aconteceram. Livres é o que ainda cabe na agenda. A Carla está com o pacote “cheio” — as dez sessões já têm data —, mas só seis aconteceram. Quem olha “10 de 10” e entende “acabou” erra a conta justamente quando ela mais importa: quando o paciente desiste ou recebe alta antes do fim do pacote.

Uma decisão precisa estar tomada antes de montar a fórmula: a falta desconta do pacote? Se a sua política diz que sim, some as faltas à coluna Concluídas com +CONT.SES('Sessões'!E:E;A2;'Sessões'!D:D;"Falta") e troque o nome dela para Usadas. Cancelado nunca desconta: o paciente avisou no prazo e a sessão volta para ele. Combine isso na venda do pacote, e não caso a caso. E repare na coluna Livres depois de uma falta: se as sessões restantes já estavam todas marcadas, ela fica negativa — há sessão na agenda além do que o pacote cobre, e é hora de desmarcar uma ou conversar sobre a renovação.

Pacote quitado e concluído fica na aba. É o histórico de quanto cada paciente comprou e em quanto tempo usou, e o código (P-07) não se reaproveita.

Aba 4 — Resumo do mês

Duas células definem o período — B1 com o primeiro dia (01/10/2026) e B2 com o último (31/10/2026) — e o resto é fórmula:

CélulaO que mostraFórmula
B4Sessões concluídas=CONT.SES('Sessões'!D:D;"Concluído";'Sessões'!A:A;">="&B1;'Sessões'!A:A;"<="&B2)
B5Faltasa mesma de B4, trocando “Concluído” por “Falta”
B6Cancelamentosa mesma de B4, trocando “Concluído” por “Cancelado”
B7Taxa de falta=SE(B4+B5=0;0;B5/(B4+B5))
B8Em tratamento=CONT.SE(Pacientes!C:C;"Em tratamento")
B9Em tratamento sem sessão marcada=CONT.SES(Pacientes!C:C;"Em tratamento";Pacientes!D:D;0)
B10Concluídas sem cobrança=CONT.SES('Sessões'!D:D;"Concluído";'Sessões'!E:E;"";'Sessões'!F:F;"")
B11Sessões até hoje ainda como Agendado=CONT.SES('Sessões'!D:D;"Agendado";'Sessões'!A:A;"<="&HOJE())
B12A receber hoje=SOMA('Sessões'!I:I)+SOMA(Pacotes!E:E)-SOMA(Pacotes!F:F)

Formate B7 como porcentagem. A taxa de falta divide as faltas pelas sessões que deveriam ter acontecido (concluídas mais faltas); o cancelamento fica fora, porque foi avisado e o horário pôde ser ocupado.

Três linhas desse quadro valem mais que as outras, e a meta das três é zero:

  • B10, concluída sem cobrança, é sessão que aconteceu sem pacote e sem valor: atendimento que ninguém cobrou. Uma por semana, a R$ 150, são R$ 7.800 num ano — e ela não aparece em lugar nenhum, porque não existe cobrança para ficar pendente.
  • B11, sessão até hoje ainda como Agendado, é status que ninguém atualizou. Durante o dia ela conta os atendimentos que ainda vão acontecer; depois do último, tem de estar em zero. Enquanto a sessão não vira Concluído ou Falta, o pacote conta errado e a cobrança da avulsa não nasce.
  • B9, em tratamento sem sessão marcada, é o paciente saindo pela porta. Filtre a aba Pacientes por essa combinação e ligue nesta semana.

B12 é o que os pacientes devem hoje, não o que entrou no mês. O caixa do mês é conta da planilha de fluxo de caixa.

A rotina que mantém a planilha em dia

  • Depois de cada atendimento (1 minuto): atualizar o status da linha e, na sessão avulsa, valor, recebido e forma.
  • No fim do dia, depois do último atendimento: conferir B11. Nenhuma sessão de hoje pode dormir como Agendado.
  • Uma vez por semana (15 minutos, em horário fixo): dar baixa conferindo o extrato, zerar B10 e ligar para quem aparece em B9.
  • No dia 1: mudar o período em B1 e B2, olhar a taxa de falta do mês que fechou e decidir a situação de quem está como Pausado há mais de um mês: voltou, recebeu alta ou abandonou.

Os 4 sinais de que a planilha já não dá conta

O modelo aguenta bem enquanto uma pessoa só cuida dele e o volume é pequeno. Estes são os sinais de que você passou desse ponto:

  1. A aba Sessões e a agenda contam histórias diferentes. A remarcação combinada pelo WhatsApp no sábado, o encaixe no horário de quem desistiu, o paciente novo da quinta: cada mudança precisa ser feita em dois lugares, e uma semana corrida basta para a planilha mostrar uma sessão que já não existe.
  2. O pacote é recontado na frente do paciente. “Acho que ainda tenho três.” Para responder, você filtra a aba no meio do atendimento — e a resposta só é confiável se toda linha foi preenchida no dia. Quando não foi, a conversa vira memória contra memória.
  3. As conferências nunca zeram. B10 e B11 sempre têm alguma coisa, e a planilha passa a gerar a própria lista de pendências. Com mais de uma pessoa preenchendo, aparece o Pix registrado duas vezes — ou nenhuma.
  4. Tudo é digitado duas vezes. Com 30 pacientes em tratamento, duas sessões por semana cada, são cerca de 260 linhas por mês na aba Sessões, e cada uma é cópia de algo que já está na agenda. O lembrete da véspera, copiado da agenda para o WhatsApp à mão, é a terceira cópia.

O último sinal resume os outros: a partir dele, o problema não é o modelo da planilha, é a redigitação. O comparativo entre planilha e sistema mostra, tarefa por tarefa, onde cada um para de funcionar.

Como as quatro abas ficam num sistema

Se você está avaliando um sistema, a pergunta útil é se cada aba tem um lugar próprio e se a informação nasce uma vez só:

  • Pacientes: o cadastro reúne agendamentos, anamnese, evoluções e cobranças do mesmo paciente
  • Sessões: é a própria agenda, com o status mudando no agendamento e o cancelado continuando registrado
  • Pacotes: a contagem sai da agenda, sem uma segunda marcação
  • Resumo: relatórios calculados a partir do que já foi registrado

No Clinvo, a agenda faz o papel da aba Sessões: cada agendamento tem status — Agendado, Confirmado, Concluído, Falta ou Cancelado — e a cobrança da sessão é registrada no próprio agendamento. O pacote é uma cobrança com o total de sessões; ao agendar, você marca Cobrar do pacote e a sessão passa a contar. No Financeiro, a linha do pacote junta as duas leituras da aba 3 — “Pacote 10/10 sessões · 4 a realizar”: o primeiro número conta as sessões com data, inclusive as futuras, e o “a realizar” diz quantas ainda vão acontecer —, e Ver sessões do pacote lista cada uma, com data e status. Com Falta desconta sessão do pacote ligado em Configurações › Minha Clínica, a falta passa a contar; o cancelamento sempre devolve a sessão. O recebimento parcial deixa a cobrança Parcial com o valor a receber, e o que o paciente pagar a mais vira saldo para a próxima. O relatório de Comparecimento mostra faltas, cancelamentos e taxa de presença por paciente, com exportação em CSV. E o lembrete sai pelo seu WhatsApp com a mensagem pronta, em todos os planos, ou automático, com botão de confirmar e remarcar, nos planos Profissional e Clínica.

Pacotes, recebimento parcial e saldo fazem parte dos planos Profissional e Clínica; no Essencial, o financeiro registra se a sessão foi paga ou não.

O que continua com você: o dinheiro entra por fora (Pix, dinheiro, maquininha) e a baixa é registrada no sistema; e o vínculo da sessão com o pacote é feito por você, uma sessão de cada vez, porque criar o pacote não marca nada sozinho.


Se a sua planilha já mostra os quatro sinais, o Clinvo mantém a mesma estrutura sem nada digitado duas vezes: o que aconteceu em cada horário fica na agenda, a sessão sai do pacote quando você marca e o que cada paciente deve aparece na própria cobrança. Veja como funciona em Clinvo para fisioterapeutas autônomos ou teste grátis por 14 dias, sem cartão de crédito.

Perguntas frequentes

Quais abas uma planilha de controle de pacientes de fisioterapia precisa ter?
Quatro, cada uma respondendo uma pergunta: Pacientes (quem está em tratamento, pausado, de alta ou abandonou, e quantas sessões cada um tem marcadas), Sessões (uma linha por sessão marcada, com o status e, na sessão avulsa, valor e recebido), Pacotes (sessões concluídas, agendadas, a realizar e livres de cada pacote) e Resumo do mês (faltas, taxa de falta, sessões sem cobrança e total a receber). Juntar tudo numa aba só é o que faz a planilha parar de responder.
Como controlar pacote de sessões numa planilha?
Dê um código a cada pacote (P-07, por exemplo) e escreva esse código em cada sessão dele na aba de sessões. Com CONT.SES, a planilha conta as sessões concluídas e as agendadas daquele código. Mostre dois números: a realizar (total menos concluídas), que é o que você ainda deve ao paciente, e livres (total menos concluídas e agendadas), que é o que ainda cabe na agenda. Pacote com todas as sessões marcadas não é pacote usado.
Posso registrar a evolução do paciente na planilha de controle?
Não é o lugar. A evolução faz parte do prontuário, que a Resolução COFFITO 414/2012 exige com nome completo e CREFITO após cada registro e guarda mínima de 5 anos, e dado de saúde é dado sensível na LGPD. A planilha de controle circula — é aberta no celular, compartilhada com a recepção — e deve ter só cadastro, sessões e valores.
Quando trocar a planilha de pacientes por um sistema de gestão?
Quando a planilha e a agenda deixam de bater, quando o pacote precisa ser recontado na frente do paciente, quando as conferências de sessão sem cobrança nunca zeram ou quando tudo é digitado duas vezes. Com 30 pacientes em duas sessões por semana, são cerca de 260 linhas por mês só na aba de sessões. Nesse volume, o passo seguinte é a sessão, o pacote e a cobrança nascerem da própria agenda, num sistema.

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