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Testes especiais do quadril na fisioterapia: tabela (FABER, FADIR, Trendelenburg, Ober, Thomas)

Tabela de referência dos testes especiais do quadril — FABER, FADIR, Trendelenburg, Ober, Thomas e Log Roll: como executar, o que cada um indica e quando é positivo, para consultar durante a avaliação.

Você recebe um paciente com dor no quadril — ou dor lombar que pode vir do quadril, ou dor no joelho que pode vir do quadril. A anamnese estreita o campo; os testes especiais decidem se você está no lugar certo. E, no meio do atendimento, ninguém quer parar para lembrar exatamente como posicionar o FADIR ou se o Thomas é bilateral.

Esta é a tabela de referência dos testes especiais do quadril para deixar à mão. Não fecha diagnóstico sozinha — combina com a história, a goniometria e a força — mas organiza as manobras num só lugar, junto das do ombro e do joelho.

Antes da tabela: como ler um teste do quadril

Dor referida do quadril é uma armadilha frequente: aparece na virilha, na coxa anterior, no glúteo, e às vezes só no joelho. A regra prática é a mesma dos outros testes: um resultado isolado não fecha diagnóstico. Positivos combinados (por exemplo, FADIR + Log Roll com dor anterior, ou Trendelenburg + fraqueza de glúteo médio na avaliação) valem muito mais do que qualquer teste em separado. E padronizar a execução é o que torna o achado comparável na reavaliação.

Dor intra-articular e impacto femoroacetabular

TesteComo fazerPositivo quando
FABER (Patrick)Decúbito dorsal; quadril em flexão, abdução e rotação externa — pé apoiado sobre o joelho contralateral (“figura 4”). Estabilizar a EIAS oposta e aplicar pressão inferior no joelho testadoDor na virilha (intra-articular do quadril) ou dor posterior (sacroilíaca)
FADIR (impacto anterior)Decúbito dorsal; quadril e joelho a 90° de flexão, aplicar adução e rotação interna passivaDor anterior/virilha — sugere impacto femoroacetabular ou lesão labral anterior
Log RollDecúbito dorsal, perna estendida; rolar passivamente o membro em rotação interna e externaAmplitude assimétrica, dor ou clique — sugere patologia intra-articular
StinchfieldDecúbito dorsal; paciente eleva ativamente o membro estendido a ~30° enquanto o examinador aplica resistênciaDor na virilha — sugere patologia intra-articular do quadril

Estabilidade pélvica e função do glúteo médio

TesteComo fazerPositivo quando
TrendelenburgApoio unipodal; observar a pelve por trásQueda da hemipelve contralateral — fraqueza do glúteo médio do lado de apoio
Trendelenburg modificado (30 s)Apoio unipodal mantido por até 30 segundosQueda ou desvio compensatório do tronco antes dos 30 s

Encurtamentos que mudam a marcha e o alinhamento

TesteComo fazerPositivo quando
OberDecúbito lateral; joelho de baixo flexionado; examinador estabiliza a pelve e leva a coxa de cima em extensão + abdução, e depois libera para aduçãoCoxa permanece elevada (não desce à linha média) — encurtamento do TFL/trato iliotibial
ThomasDecúbito dorsal; paciente traz um joelho ao peito para retificar a lombar; a outra perna fica livre sobre a macaCoxa livre se eleva (iliopsoas) e/ou joelho estende (reto femoral)
Thomas modificadoIgual ao Thomas, com a perna livre pendente da borda da macaMesma leitura, com melhor visualização da amplitude passiva em extensão do quadril

Da avaliação ao registro

Os achados desses testes entram na sua avaliação ao lado da ADM por goniometria (com atenção à rotação interna, que costuma reduzir cedo em patologia intra-articular do quadril) e da força — sobretudo dos abdutores e rotadores externos. É esse conjunto que sustenta o seu diagnóstico cinético-funcional e permite reavaliar.

Registre o teste, o lado e o resultado (positivo/negativo com o achado específico) na avaliação: “FADIR positivo à D com dor anterior, Trendelenburg positivo à E, Thomas positivo bilateral para iliopsoas” diz muito mais, na reavaliação, do que “quadril doloroso e fraqueza pélvica”.

Para o joelho — que muitas vezes é consequência de um quadril mal avaliado —, a referência está no guia dos testes do joelho.


No Clinvo, os testes especiais e seus resultados ficam registrados na avaliação e nas evoluções vinculadas ao paciente — então o achado inicial fica à mão na reavaliação, e a evolução do Trendelenburg ou do FADIR aparece de relance na linha do tempo. Teste grátis por 14 dias, sem cartão de crédito.

Perguntas frequentes

Quais são os principais testes especiais do quadril?
Os mais usados na avaliação fisioterapêutica do quadril são: FABER (ou Patrick, para dor sacroilíaca ou intra-articular), FADIR (impacto femoroacetabular anterior), Trendelenburg (fraqueza do glúteo médio), Ober (encurtamento do trato iliotibial e do tensor da fáscia lata), Thomas (encurtamento dos flexores do quadril) e Log Roll (patologia intra-articular). O Stinchfield e o Thomas modificado complementam a triagem em casos específicos.
Como fazer o teste de Trendelenburg?
Peça ao paciente para ficar em pé e apoiar-se em uma perna só, mantendo o joelho da outra flexionado a 90°. Observe a pelve por trás. O teste é positivo quando a pelve do lado sem apoio cai (em vez de se manter neutra ou subir levemente), o que sugere fraqueza do glúteo médio do lado que sustenta o peso. É a base da avaliação da estabilidade pélvica em quadril, joelho e coluna lombar.
Qual a diferença entre o teste FABER e o FADIR?
O FABER (flexão, abdução, rotação externa — 'figura 4') estressa a articulação sacroilíaca e o compartimento posterior/lateral do quadril; dor sugere disfunção sacroilíaca ou patologia intra-articular. O FADIR (flexão, adução, rotação interna) provoca o impacto anterior do colo femoral contra o acetábulo; dor na virilha sugere impacto femoroacetabular ou lesão labral anterior. Aplicar os dois amplia a triagem.
O teste de Thomas mede o quê?
Mede o encurtamento dos flexores do quadril — sobretudo o iliopsoas e o reto femoral. Com o paciente em decúbito dorsal na maca, ele traz um joelho ao peito (para retificar a lordose lombar) e deixa a outra perna livre. Se a coxa da perna livre se eleva da maca, há encurtamento do iliopsoas; se o joelho estende, há encurtamento do reto femoral. É o teste-chave para dor lombar postural, pubalgia e disfunções do quadril.

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