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Sistema de academia ou sistema clínico: o que muda para o studio de Pilates de fisioterapeuta

Software de academia cobra no cartão e tem app do aluno; sistema clínico tem prontuário e controla a turma como atendimento. Veja o que cada um resolve, o que o COFFITO exige do studio de fisioterapeuta e as perguntas que decidem a escolha.

A demonstração do sistema de academia costuma impressionar. A aluna baixa o aplicativo, escolhe o horário da turma, faz o check-in pelo celular e a mensalidade cai no cartão todo dia 5, sem ninguém cobrar. Para quem passou o último ano conferindo Pix no extrato, parece o fim do problema.

Aí alguém pergunta onde fica a avaliação da aluna que chegou com hérnia de disco. A resposta, quase sempre, é um campo de observação livre ou uma “ficha de treino” com séries e cargas. Não há evolução por sessão, não há diagnóstico fisioterapêutico, não há como imprimir o prontuário se o conselho pedir.

Os dois tipos de sistema não são versões melhores ou piores um do outro. Eles foram desenhados para negócios diferentes. A escolha certa depende menos das funções da tela e mais de uma pergunta anterior: o seu studio é uma academia com aulas de Pilates ou um serviço de fisioterapia em turma?

Os dois sistemas resolvem problemas diferentes

Sistema de academia nasce para vender e controlar acesso. O cliente compra o direito de frequentar, e o sistema garante que ele pague e que só entre quem pagou. Sistema clínico nasce para registrar atendimento. O paciente é avaliado, tratado e acompanhado, e o sistema guarda a prova do que foi feito.

Sistema de academiaSistema clínico
Unidade que ele entendeMatrícula e acessoAtendimento e paciente
Registro principalFicha de treino (exercício, série, carga)Prontuário (avaliação, diagnóstico, evolução)
CobrançaRecorrente no cartão, com nova tentativa quando falhaVaria: por sessão, pacote ou mensalidade, com baixa registrada pela clínica
Quem agendaEm geral a própria aluna, pelo appEm geral a recepção ou o profissional
Controle de entradaCatraca, check-in, QR codeStatus do agendamento (compareceu, faltou, cancelou)
Regra que ele segueRegras comerciais do negócioNorma do conselho profissional

Nenhuma das colunas é mais “completa”. Um studio de 400 alunas de condicionamento com recepção enxuta precisa do que está à esquerda. Um studio de fisioterapeuta com 60 alunas, metade encaminhada por ortopedista, precisa do que está à direita.

O que o sistema de academia faz melhor

Vale ser honesto sobre isso, porque é o que pesa na demonstração.

  • Cobrança automática no cartão. A mensalidade é debitada sozinha e o sistema tenta de novo quando o cartão recusa. É o recurso que mais reduz trabalho de cobrança
  • Aplicativo da aluna. Ela vê a grade, marca a aula, desmarca e remarca sem mandar mensagem para ninguém
  • Controle de acesso. Catraca e check-in impedem que quem está com a mensalidade atrasada continue frequentando
  • Venda de planos e matrícula. Página de venda, contrato digital, funil de captação de aluna nova

Um sistema clínico pode ter parte disso ou não ter nada. O Clinvo, por exemplo, não cobra no cartão da aluna, não tem aplicativo para ela marcar aula e não controla catraca. Quem precisa dessas três coisas acima de tudo vai sentir falta.

O que só o sistema clínico entrega

Aqui está o que não aparece na demonstração do sistema de academia — e que o fisioterapeuta não pode dispensar.

Prontuário por aluna, mesmo em turma

A Resolução COFFITO 386/2011 trata do uso do método Pilates pelo fisioterapeuta e é direta: a avaliação, a prescrição e a evolução da intervenção constam em prontuário, sob responsabilidade do fisioterapeuta, no atendimento individual ou em grupo. A turma de seis alunas gera seis evoluções, não uma.

A Resolução COFFITO 414/2012 completa o quadro: define o que o prontuário precisa conter — da história clínica ao diagnóstico e à evolução de cada atendimento — e a guarda mínima de 5 anos a partir do último registro. Uma ficha de treino não cobre esses itens, por mais campos de observação que tenha.

Avaliação que serve para reavaliar

A ficha de avaliação de Pilates clínico tem avaliação postural, padrão respiratório, mobilidade, objetivos e prescrição inicial. O valor dela aparece três meses depois, na reavaliação, quando você compara os mesmos campos e mostra à aluna quanto ela evoluiu. Sistema clínico guarda isso em sequência; sistema de academia guarda o treino.

Documento clínico e registro no conselho

Atestado, relatório para o médico que encaminhou, diagnóstico cinético-funcional, exportação do prontuário quando a aluna pede cópia. E um detalhe que muita gente descobre tarde: pela mesma resolução, o consultório ou a empresa que oferece Pilates com fisioterapeuta precisa estar registrado no CREFITO da região. Studio registrado no conselho é fiscalizado como serviço de fisioterapia — e a fiscalização pede prontuário, não ficha de treino.

A pergunta que decide

Responda com sinceridade:

  1. Quantas alunas chegam por indicação médica ou com uma queixa? Se é uma parte relevante da carteira, o studio é clínico, mesmo que o resto venha por condicionamento
  2. Você faz avaliação na entrada e reavaliação periódica? Se faz, precisa de um lugar para guardar as duas e comparar
  3. O studio tem registro no CREFITO e fisioterapeuta como responsável técnico? Então toda aluna atendida por fisioterapeuta tem prontuário
  4. Quantas alunas ativas você tem, e quem cuida da recepção? Acima de algumas centenas, com recepção mínima, o autoatendimento do sistema de academia pesa mais
  5. O que mais toma o seu tempo hoje: cobrar ou registrar? A resposta mostra qual dor o sistema precisa atacar primeiro

Se as três primeiras respostas apontam para “clínico”, o sistema clínico é o principal. Se a quarta e a quinta apontam para volume e cobrança, e o studio não faz atendimento fisioterapêutico, um sistema de academia pode ser a escolha certa.

Dá para usar os dois ao mesmo tempo?

Dá, e alguns studios fazem: o sistema de academia cuida da cobrança e do acesso, e o prontuário fica num sistema clínico ou, pior, no papel. Funciona, com três custos que aparecem com o tempo:

  • Cadastro em dobro. Aluna nova entra nos dois; aluna que sai precisa sair dos dois
  • Duas verdades sobre a frequência. O check-in diz que ela veio; o prontuário não tem a evolução daquele dia. Quando alguém pergunta, ninguém sabe qual está certo
  • Duas mensalidades de software. Somadas, costumam passar do que um sistema só custaria

Se você for por esse caminho, decida qual sistema é a fonte da verdade da frequência e registre a evolução no mesmo dia da aula, sempre.

O que perguntar em qualquer demonstração

Seja de academia ou clínico, estas perguntas separam o que funciona para studio de fisioterapeuta do que só parece funcionar:

  • A agenda entende turma? Um card por horário, com vagas e nomes das alunas, ou vários blocos sobrepostos?
  • A mensalidade é por aluna, com status de cada mês? “Quem está atrasada em setembro?” precisa ter resposta em um clique
  • O sistema mostra quantas aulas a aluna fez contra o que ela contratou? É assim que você descobre a aluna do plano de 8 aulas que fez 11
  • Dá para abrir o prontuário da aluna a partir da turma? Se registrar a evolução exige sair da agenda e procurar paciente por paciente, ninguém registra
  • O prontuário sai inteiro em PDF? Pedido de cópia e fiscalização não esperam
  • Como os dados saem se você trocar de sistema? Prontuário é seu e tem guarda obrigatória; o sistema não pode ser o dono dele

Para a turma e a grade em si, vale ler também como montar a grade de turmas do studio. E, se a dúvida é sobre o modelo de cobrança, mensalidade fixa ou pacote de sessões ajuda a decidir antes de escolher o sistema.


O Clinvo é um sistema clínico que entende a rotina de studio: turma com controle de vagas na agenda, plano mensal por aluna com a mensalidade gerada todo mês, vaga fixa que cria as aulas na agenda, presença contada contra a cota do plano e prontuário por aluna aberto a partir da própria turma. Não cobra no cartão e não tem aplicativo para a aluna — se isso for o essencial para você, ele não é a melhor escolha. Se o essencial é o prontuário e a turma, veja o Clinvo para studios de Pilates ou teste grátis por 14 dias, sem cartão de crédito.

Perguntas frequentes

Sistema de academia serve para studio de Pilates clínico?
Serve para a parte comercial — matrícula, cobrança recorrente e agenda de aulas —, mas não para a parte clínica. O fisioterapeuta que usa o método Pilates responde pela Resolução COFFITO 386/2011, que exige avaliação, prescrição e evolução em prontuário, inclusive no atendimento em grupo. Sistema de academia costuma ter ficha de treino, não prontuário fisioterapêutico, e o registro clínico acaba indo para o papel ou para outro sistema.
O que o COFFITO exige do studio de Pilates de fisioterapeuta?
Pela Resolução COFFITO 386/2011, a avaliação, a prescrição e a evolução da intervenção devem constar em prontuário sob responsabilidade do fisioterapeuta, no atendimento individual ou em grupo, e o consultório ou a empresa precisa de registro no CREFITO da região. A Resolução COFFITO 414/2012 define o conteúdo mínimo do prontuário e a guarda mínima de 5 anos a partir do último registro.
Sistema clínico cobra a mensalidade no cartão da aluna?
Depende do sistema. Os feitos para academia costumam cobrar no cartão automaticamente; os clínicos, em geral, geram a mensalidade e controlam quem pagou, com a baixa registrada pelo studio. No Clinvo é assim: a mensalidade de cada mês nasce sozinha, a lista mostra quem está em dia ou atrasada, e o recebimento (Pix, dinheiro ou maquininha) é registrado por você.
E se o studio tem alunas clínicas e alunas de condicionamento?
Quem decide é quem atende e como o studio está registrado. Se o responsável técnico é fisioterapeuta e o studio tem registro no CREFITO, toda aluna atendida por fisioterapeuta precisa de prontuário, mesmo a que veio só para condicionamento. Nesse caso o sistema clínico é o principal. Studio de educação física, sem atendimento fisioterapêutico, pode ficar bem servido por um sistema de academia.

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