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Recurso de glosa na fisioterapia: modelo de justificativa para cada motivo e o que anexar

A glosa chega como um código de quatro dígitos. Veja o que os motivos mais comuns na fisioterapia significam, quando vale recorrer, o que anexar e um texto de justificativa pronto para adaptar, além do que a RN 503/2022 garante sobre prazo e contestação.

O demonstrativo de setembro chegou com quatro linhas glosadas, todas do mesmo paciente. Na coluna do motivo, o mesmo número repetido: 1414.

Na recepção, a conversa é curta: “São quatro sessões de R$ 32, não compensa brigar.” Só que as quatro linhas de setembro se parecem muito com as três de agosto e as cinco de julho, de outros pacientes, do mesmo convênio. Somadas, deixaram de ser troco faz tempo.

E quando alguém finalmente decide recorrer, escreve uma carta educada pedindo “a reanálise das glosas aplicadas”. Ela volta com outro código: 2903. Na Tabela 38, a lista oficial de motivos de glosa do padrão TISS, ele quer dizer exatamente isto: pedido de revisão sem justificativa.

A operadora tem código até para recurso mal feito. Este guia existe para você não recebê-lo: o que os motivos mais comuns na fisioterapia significam, quando vale recorrer, o que anexar e um modelo de texto para cada caso.

Primeiro, a triagem: nem toda glosa merece recurso

Recorrer de tudo parece zelo, mas custa caro de duas formas. Consome as horas de quem fatura. E, em muitas operadoras, cada guia tem direito a um recurso só. Tanto que a Tabela 38 tem um código para isso, o 2904 (“mais de um recurso de glosa para a mesma guia/protocolo”). Recurso gasto sem prova é a chance que você não vai ter depois.

Três perguntas separam o que vale contestar do que já é perda:

  1. A sessão aconteceu e está registrada com data? Sem a evolução daquele atendimento, não há o que provar.
  2. Ela estava coberta no dia em que aconteceu? Senha válida, dentro da quantidade liberada, com o profissional credenciado.
  3. O problema é de dado ou de mérito? Dado errado (carteirinha, senha digitada, CBO) se prova com documento. Mérito (a auditoria acha que a sessão não se justifica) se prova com raciocínio clínico e números.
SituaçãoCaminho
Atendeu, estava coberto, o erro é de dadoRecurso com o documento que mostra o dado certo. É o mais simples de montar
Atendeu, estava coberto, a auditoria questiona o méritoRecurso com relatório e evolução com dado objetivo
Atendeu sem cobertura naquela dataEm geral, perda. A correção vai para o processo, não para a carta
Não há registro da sessãoSem prova, sem recurso

Um cuidado antes de escrever: algumas operadoras pedem que erro de dado seja corrigido por reapresentação da guia, e não por recurso. Quem define é o manual do prestador de cada uma. Confira antes, para não gastar o recurso no canal errado.

O que a RN 503/2022 garante (e o que ela não diz)

A norma da ANS que organiza o contrato entre operadora e prestador é a RN 503/2022. Três pontos dela interessam diretamente a quem recorre:

  • O contrato precisa dizer quando pode haver glosa e quais são os prazos. A rotina de auditoria tem de estar escrita, com as hipóteses de glosa, o prazo para você contestar, o prazo para a operadora responder e o prazo para ela pagar se a glosa for revogada (art. 14).
  • O prazo é simétrico. O prazo acordado para contestar a glosa deve ser igual ao prazo acordado para a resposta da operadora (parágrafo único do art. 14). Se o seu contrato dá 15 dias para você recorrer e 60 para ela responder, ele está fora da regra.
  • Ninguém pode te impedir de contestar nem de saber o motivo. É vedado o contrato criar regra que impeça o prestador de acessar as justificativas das glosas ou de contestá-las (art. 5º, incisos V e VI). Um detalhe que pouca gente lê: essas duas vedações valem quando o faturamento é enviado no padrão TISS vigente.

O que a norma não faz é fixar um prazo único de mercado. Você vai ver “180 dias” circulando, e a própria Tabela 38 tem um código para “prazo de 180 dias ultrapassado para solicitação de reanálise” (2907). Mas o prazo que vale para você é o do seu contrato de credenciamento. Se você procura a cláusula e não encontra, isso já é um ponto para levar à operadora.

A anatomia de uma justificativa que a auditoria aceita

Quem lê o seu recurso é um analista com uma fila de contestações e um critério: o código da glosa. Ele não precisa ser convencido de que a sua clínica é séria. Precisa de um motivo objetivo para mudar o status daquela linha.

No padrão TISS, o recurso é montado item a item: cada sessão contestada tem o seu próprio campo de justificativa. Isso muda a forma de escrever. Uma carta única para o demonstrativo inteiro não serve. Cada linha glosada pede uma resposta que se sustente sozinha.

Todo bloco de justificativa tem quatro partes:

  1. Identificação. Número da guia do prestador e da operadora, lote ou protocolo, beneficiário, data da sessão, código TUSS, valor glosado e código da glosa.
  2. Fato. Uma frase que diz o que aconteceu, respondendo ao código da glosa.
  3. Prova. O documento anexo que demonstra o fato, citado pelo nome.
  4. Pedido. A reversão da glosa e o pagamento, com o valor.

A diferença, na prática:

Fraca: “Solicitamos a reanálise da glosa, pois o atendimento foi realizado conforme solicitação médica e o paciente necessitava do tratamento.”

Forte: “Glosa 1414 (data de validade da senha expirada) na sessão de 12/09/2026. A senha 48213377 foi emitida em 20/08/2026 com validade até 19/09/2026, conforme comprovante da autorização anexo, e a sessão foi realizada dentro desse período, conforme evolução datada anexa. Solicitamos a reversão da glosa e o pagamento de R$ 32,00.”

A primeira defende a necessidade do tratamento, que ninguém questionou. A segunda responde ao código com duas datas e dois anexos. É ela que tem chance de voltar com o 3095, “recurso de glosa acatado”.

Os motivos mais comuns na fisioterapia, com modelo

Os códigos abaixo estão na Tabela 38 publicada pela ANS, com a redação oficial. A operadora pode usar um código vizinho para o mesmo problema, então vale o que estiver no seu demonstrativo. Nos modelos, troque o que está entre colchetes.

CódigoO que diz a Tabela 38TipoCabe recurso quando
1403Não existe informação sobre a senha de autorização do procedimentoDadoA senha existia antes do atendimento
1406Número da senha informado diferente do liberadoDadoFoi erro de digitação e a senha certa cobre a sessão
1414Data de validade da senha expiradaDadoA sessão foi feita dentro da validade
1408Quantidade serviço solicitada acima da autorizadaDadoOutra autorização cobria a sessão
1319Guia sem assinatura do assistidoDocumentoA assinatura existe num documento que a operadora aceita
1702Cobrança de procedimento em duplicidadeDadoForam duas sessões diferentes
1808Procedimento não conforme com CIDMéritoExiste relação clínica entre o CID e o que foi tratado
1213CBO (especialidade) inválidoCadastroO profissional e o CBO constam do credenciamento
3091Cobrança fora do prazo estipulado no contratoPrazoVocê tem o protocolo de um envio dentro do prazo

Senha ausente ou diferente da liberada (1403 e 1406)

Na fisioterapia, a maior parte desses casos é digitação: a senha existia, foi liberada antes da primeira sessão e entrou errada na guia. Um dígito trocado, ou a senha de outra série do mesmo paciente. O recurso se sustenta se você provar duas coisas: qual é a senha correta e que ela é anterior ao atendimento.

Anexe: o comprovante da autorização (tela do portal, e-mail ou documento da operadora) com o número e a data de emissão.

Glosa [1403 ou 1406] na sessão de [data], guia [número]. O atendimento foi autorizado pela senha [número correto], emitida em [data de emissão], antes da sessão, conforme comprovante anexo. Por erro de preenchimento, a guia foi enviada [sem a senha ou com a senha incorreta]. Solicitamos a reversão da glosa e o pagamento de R$ [valor].

Se a senha só foi emitida depois do atendimento, o código costuma ser outro: 1814, “cobrança de procedimento com data de autorização posterior à do atendimento”. Aí não é digitação, é o “atende agora e regulariza depois”, e o recurso não tem base.

Senha vencida (1414)

A autorização tem validade, e ela corre mesmo quando o paciente some por duas semanas. O recurso cabe em dois casos: a operadora contou a validade errado, ou a validade foi prorrogada e a guia citou a autorização antiga.

Anexe: o comprovante da autorização com a data de validade (ou da prorrogação) e a evolução da sessão, com data.

Glosa 1414 na sessão de [data], guia [número]. A senha [número] tem validade até [data], conforme comprovante anexo, e a sessão foi realizada em [data], dentro desse período, conforme evolução datada anexa. Solicitamos a reversão da glosa e o pagamento de R$ [valor].

Se a sessão aconteceu mesmo depois da validade, não há o que provar. O que evita a próxima é a agenda mostrar que a série está chegando ao fim do prazo, antes da sessão e não depois do demonstrativo.

Sessão acima da quantidade autorizada (1408)

É a sessão 11 de 10 liberadas. O recurso só existe quando outra autorização cobria aquela sessão: a prorrogação saiu, mas a sessão foi faturada na guia da série anterior.

Anexe: o comprovante da nova autorização, com número, quantidade e validade, e a evolução da sessão.

Glosa 1408 na sessão de [data], guia [número]. A sessão está coberta pela autorização [número], emitida em [data] para [quantidade] sessões e válida até [data], conforme comprovante anexo. Ela foi cobrada por engano na guia da série anterior. Solicitamos a reversão da glosa com base na autorização correta e o pagamento de R$ [valor].

Algumas operadoras preferem que a sessão seja cobrada de novo na guia certa em vez de recorrida, e o manual do prestador diz qual caminho usar. Sem autorização que cubra a sessão, a glosa é legítima. E vale separar duas coisas: glosa por quantidade acima da autorizada é controle da clínica; negativa baseada num teto anual de sessões é outra discussão, porque as diretrizes que limitavam o número de sessões de fisioterapia por ano foram revogadas em 2022. O guia de código TUSS e guia SP/SADT explica essa mudança.

Guia sem assinatura do paciente (1319)

Na terapia em série, a assinatura do paciente a cada atendimento é a prova de presença que a operadora usa. O recurso cabe se a assinatura existe (numa via da guia, na folha de frequência ou no comprovante que o manual da operadora aceita) e só não foi enviada.

Anexe: o documento com a assinatura na data glosada.

Glosa 1319 na sessão de [data], guia [número]. A presença do beneficiário foi registrada com assinatura no dia do atendimento, conforme [nome do documento] anexo. Solicitamos a reversão da glosa e o pagamento de R$ [valor].

Um aviso que não é detalhe: assinatura colhida hoje com a data de três semanas atrás não é correção, é documento com data falsa. Se a assinatura não foi colhida no dia, a glosa fica. A correção é a guia estar impressa, com as linhas de assinatura, antes de a série começar.

Duplicidade (1702)

Antes de recorrer, confira se é verdade. A duplicidade real mais comum é o lote reenviado sem conferir o que já tinha ido, e nesse caso a glosa está certa. O recurso cabe quando foram duas sessões diferentes que a operadora leu como uma só: dois atendimentos no mesmo dia, ambos autorizados, ou duas datas diferentes com a data digitada igual.

Anexe: a evolução de cada sessão, com data e horário, e a autorização que prevê a quantidade.

Glosa 1702 na sessão de [data], guia [número]. Foram realizados dois atendimentos distintos, em [data ou datas], às [horários], ambos cobertos pela autorização [número], conforme evoluções anexas. Não se trata de cobrança em duplicidade. Solicitamos a reversão da glosa e o pagamento de R$ [valor].

Procedimento não conforme com o CID (1808)

É a glosa de mérito mais comum: a auditoria cruzou o CID do pedido médico com o código da sessão e não viu relação. Às vezes o erro é da clínica, como uma lombalgia faturada como sessão respiratória, e aí a correção é o código. Mas muitas vezes a relação existe e só não está escrita. Exemplo: o pedido veio com o CID de diabetes, sem especificar a complicação, e você trata a neuropatia periférica na sessão para disfunção do sistema nervoso.

Anexe: o pedido médico com o CID, a avaliação fisioterapêutica e um relatório curto ligando o diagnóstico ao que foi tratado.

Glosa 1808 na sessão de [data], guia [número]. O beneficiário foi encaminhado com o CID [código e descrição], conforme pedido médico anexo. A avaliação fisioterapêutica identificou [disfunção], tratada na sessão de [sistema acometido], código TUSS [código], conforme relatório e evolução anexos. Solicitamos a reversão da glosa e o pagamento de R$ [valor].

Esse relatório segue a lógica do relatório de continuidade das sessões: números, metas e a ligação explícita entre o diagnóstico e a conduta. E a evolução anexa precisa ter dado objetivo. Uma evolução como as dos exemplos de evolução SOAP, com escala e medida, sustenta o recurso; “paciente evoluindo bem”, não.

CBO ou profissional executante (1213)

É glosa de cadastro: o CBO informado na guia não bate com o que a operadora tem do profissional, ou o profissional não consta do credenciamento. Em clínica com vários fisioterapeutas, costuma acontecer quando a sessão sai no nome de quem não atendeu, ou quando alguém novo começa a atender antes de ser incluído no credenciamento.

Anexe: o comprovante do credenciamento com o profissional e o CBO, e a evolução registrada por ele.

Glosa 1213 na sessão de [data], guia [número]. A sessão foi realizada por [nome], [conselho e número], credenciado junto a esta operadora com o CBO [código], conforme comprovante anexo. Solicitamos a reversão da glosa e o pagamento de R$ [valor].

Se o profissional ainda não estava credenciado na data, o recurso não se sustenta, e o problema é maior que a glosa: a sessão foi feita por alguém que o contrato não prevê.

Fora do prazo (3091)

Em geral é a glosa que não tem volta. A exceção é quando você enviou dentro do prazo e o problema foi do outro lado: portal fora do ar, lote recusado por erro técnico e reenviado depois. A prova, nesse caso, é o protocolo do envio original, com data. É por isso que o protocolo de cada lote precisa ser guardado: ele é o único comprovante de que o arquivo foi entregue dentro do prazo.

O que faz o recurso voltar negado

A própria Tabela 38 lista os tropeços mais comuns de quem recorre:

  • 2903, pedido de revisão sem justificativa. A carta genérica, que não responde ao código.
  • 2904, mais de um recurso para a mesma guia ou protocolo. Quem recorre em partes, uma sessão agora e outra depois, pode perder a segunda.
  • 2909, prazo para solicitação de recurso de glosa prescrito. O demonstrativo ficou na gaveta.
  • 2908, solicitação de reanálise efetuada de forma incorreta. O canal ou o formato errado, como mandar por e-mail o que a operadora só recebe pelo portal.

Dois erros não têm código, mas derrubam o recurso do mesmo jeito: o anexo citado no texto e esquecido no envio, e a justificativa que responde a outro motivo, copiada do recurso anterior sem trocar o código.

Se a resposta vier com o 2902, “glosa mantida”, a via do recurso acabou. Quando a justificativa da operadora contradiz o que o contrato diz, a conversa passa a ser contratual. E quando a mesma operadora mantém glosas mês após mês, a pergunta deixa de ser sobre a guia e passa a ser sobre o credenciamento: a conta de quanto o convênio realmente paga precisa incluir o que ele glosa e não devolve.

Depois de enviar: o controle que paga o esforço

Para cada recurso, anote a operadora, a guia, o código da glosa, o valor, a data de envio, o protocolo do recurso, a data-limite de resposta (pela regra da simetria, o mesmo prazo que você teve para contestar), a resposta e a data do pagamento. Recurso acatado não é dinheiro na conta: o contrato tem um prazo para pagar a glosa revogada, e é no demonstrativo seguinte que você confere se ele foi cumprido.

Depois de dois ou três meses, olhe a lista por código, não por paciente. Cada código aponta para uma etapa do processo, e é lá que a correção rende mais do que qualquer recurso:

Código que se repeteOnde está o problema
1403, 1406Quem digita a guia
1414, 1408A agenda, que não mostra validade e saldo da autorização
1319A recepção, que não colhe a assinatura na sessão
1213O cadastro dos profissionais no credenciamento
1808O pedido médico e a qualidade do relatório
1702, 3091O envio dos lotes

Um bom recurso recupera o valor de uma guia. Descobrir que 1414 é o seu código mais frequente, e ajustar a agenda por causa disso, evita as glosas dos próximos meses.


No Clinvo, o faturamento de convênios registra cada glosa na sessão em que ela caiu, com o código da Tabela 38 e o valor. Ao entrar com recurso, você anota o que alegou, e a glosa fica Em recurso até a resposta: Revertida faz o valor voltar a ser devido na guia; Mantida encerra a discussão. Do lado da prevenção, a autorização entra com senha, validade e quantidade, cada agendamento mostra em que sessão da série o paciente está, e a guia em PDF pode ser impressa desde a autorização, com as linhas para o paciente assinar a cada atendimento. O recurso em si continua sendo enviado pelo canal do convênio: o Clinvo organiza o acompanhamento, não fala com a operadora. O faturamento de convênios está nos planos Profissional e Clínica. Teste grátis por 14 dias, sem cartão de crédito.

Perguntas frequentes

Como fazer recurso de glosa de fisioterapia no convênio?
Comece pelo código da glosa no demonstrativo, que vem da Tabela 38 do padrão TISS, e confira se a sessão está registrada com data e se estava autorizada naquele dia. Depois escreva uma justificativa para cada sessão glosada, com a identificação da guia, o fato que responde ao código, o documento anexo que prova esse fato e o pedido de reversão com o valor. Envie pelo canal que o manual do prestador da operadora define, dentro do prazo do contrato.
Qual o prazo para recorrer de glosa do plano de saúde?
Não existe um prazo único de mercado: ele está no contrato de credenciamento. A RN 503/2022 da ANS obriga o contrato a prever o prazo para contestar a glosa, o prazo de resposta da operadora e o prazo de pagamento se a glosa for revogada, e exige que o prazo para contestar seja igual ao prazo que a operadora tem para responder. O número de 180 dias circula e aparece até num código da Tabela 38, mas o que vale é o que o seu contrato diz.
O que significam os códigos de glosa 1414, 1408 e 1319?
São mensagens da Tabela 38 do padrão TISS. O 1414 é data de validade da senha expirada: a sessão foi cobrada fora da validade da autorização. O 1408 é quantidade solicitada acima da autorizada: foram cobradas mais sessões do que a senha liberou. O 1319 é guia sem assinatura do assistido: falta a assinatura do paciente que comprova a presença. Nos três, o recurso só se sustenta com documento mostrando que a sessão estava coberta ou assinada na data.
Posso recorrer mais de uma vez da mesma glosa?
Depende do contrato e da operadora, mas muitas aceitam um único recurso por guia ou protocolo. A Tabela 38 tem até um código para a recusa do segundo, o 2904. Por isso o primeiro recurso precisa ir completo, com todas as sessões contestadas e todos os anexos. Se a operadora mantiver a glosa, com o código 2902, a discussão deixa de ser de recurso e passa a ser do contrato.

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