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Especialidades da fisioterapia reconhecidas pelo COFFITO: a lista completa e como tirar o título (RQE)

As 15 especialidades reconhecidas pelo COFFITO, com a resolução de cada uma, a diferença entre atuar numa área e ser especialista, e os três caminhos para conquistar o título (RQE).

Você decidiu se aprofundar numa área — pélvica, esportiva, neuro — e bate a dúvida prática: isso me torna “especialista”? Posso colocar isso no meu Instagram e na placa? Preciso de prova, de título, de quê?

A confusão é comum porque duas coisas diferentes andam juntas: atuar numa área e ter o título da especialidade. Este texto separa as duas, traz a lista oficial do COFFITO com a resolução de cada especialidade, e explica os caminhos para conquistar o título.

As 15 especialidades reconhecidas pelo COFFITO

O COFFITO reconhece atualmente 15 especialidades da fisioterapia, cada uma instituída por uma resolução própria. A lista é atualizada periodicamente — novas especialidades já foram incorporadas ao longo dos anos —, então confirme a versão vigente na plataforma oficial de especialistas (especialistas.coffito.gov.br) antes de usar como referência num documento.

EspecialidadeResolução COFFITO
Acupuntura201/1999
Fisioterapia Aquática443/2014
Fisioterapia Cardiovascular454/2015
Fisioterapia Dermatofuncional394/2011
Fisioterapia Esportiva395/2011
Fisioterapia em Gerontologia476/2016
Fisioterapia Neurofuncional396/2011
Fisioterapia em Oncologia397/2011
Fisioterapia em Osteopatia398/2011
Fisioterapia em Quiropraxia399/2011
Fisioterapia Respiratória400/2011
Fisioterapia em Saúde da Mulher401/2011
Fisioterapia em Terapia Intensiva402/2011
Fisioterapia do Trabalho465/2016
Fisioterapia Traumato-Ortopédica404/2011

Repare que algumas “áreas” muito faladas no dia a dia não são especialidades formais com esse nome — pediatria e geriatria, por exemplo, entram dentro de Gerontologia e Neurofuncional conforme o caso, e a fisioterapia pélvica está sob Saúde da Mulher. O nome comercial que você usa para o público não precisa ser idêntico ao nome da especialidade do COFFITO; o que precisa de cuidado é a palavra “especialista”.

Atuar numa área não é o mesmo que ser “especialista”

Aqui está a distinção que resolve a maior parte das dúvidas:

  • Atuar numa área é livre. A fisioterapia é uma profissão generalista na formação, e você pode atender pacientes em qualquer campo dentro da sua competência — fazer cursos, se aprofundar, montar uma clínica focada em ombro ou em assoalho pélvico. Nada disso exige título.
  • Anunciar-se como especialista exige o título. Dizer “especialista em Fisioterapia Esportiva” no perfil, no site ou na placa só é permitido a quem tem o registro da especialidade. Sem o título, isso fere o Código de Ética — e é o tipo de detalhe que a fiscalização de publicidade do conselho cobra.

Na prática: você pode escrever “atendimento com foco em reabilitação esportiva” sem título; “especialista em Fisioterapia Esportiva” só com o RQE. A diferença é de uma palavra, mas é a palavra que importa.

Como tirar o título de especialista (RQE)

Desde a Resolução COFFITO nº 627/2025, o registro do título passou a se chamar RQE (Registro de Qualificação de Especialista), substituindo o antigo RPE. O requisito de base é estar inscrito no CREFITO há pelo menos 2 anos (ininterruptos ou não), em pleno gozo dos direitos profissionais. A partir daí, há três caminhos:

  1. Exame. Aprovação em duas etapas: o Exame de Conhecimento (avalia o conhecimento na especialidade) e a Prova de Títulos (avalia, por documentação, a experiência prática e o aperfeiçoamento na área). É a via mais comum para quem fez pós-graduação.
  2. Convalidação pelo COFFITO. Análise direta do conselho para situações previstas em resolução — por exemplo, quem iniciou a pós-graduação antes de 14 de julho de 2010 pode ser dispensado do exame, conforme as regras de transição.
  3. Residência. Conclusão de residência uni ou multiprofissional em programa reconhecido e chancelado pelo COFFITO dá direito ao título sem o exame.

O título não tem a ver com a sua anuidade nem com a carteira profissional comum — são registros diferentes (a anuidade e a carteira digital estão explicadas aqui). O RQE é um registro adicional, específico da especialidade.

O que muda na clínica quando você se especializa

O título não é só uma linha no currículo. Ele mexe em três frentes do negócio:

  • Posicionamento e divulgação. Com o RQE, você pode se apresentar como especialista — e isso muda o material de marketing, a forma como o paciente percebe valor e o preço que a especialização sustenta. O número do RQE deve constar na divulgação quando você usa o termo especialista.
  • Convênios e credenciamento. Alguns credenciamentos e contratos pedem comprovação de especialidade para determinados procedimentos ou para compor quadro técnico.
  • Organização do atendimento. Cada especialidade tem sua própria lógica de agenda, prontuário e cobrança — turmas na aquática, pacotes longos na neuro, sessões curtas e recorrentes na pélvica. Especializar-se sem ajustar a operação é deixar dinheiro e tempo na mesa.

Onde aprofundar cada nicho

Para a parte operacional — como montar agenda, prontuário e cobrança em cada campo — o blog tem guias dedicados:


Independentemente da especialidade, a operação por trás é a mesma: agenda organizada, prontuário que comprova o atendimento e cobrança em dia. O Clinvo cuida das três numa única ferramenta — com agendamento em grupo para turmas, pacotes de sessões e prontuário com anamnese e evolução. Teste grátis por 14 dias, sem cartão de crédito.

Perguntas frequentes

Quantas especialidades a fisioterapia tem reconhecidas pelo COFFITO?
Atualmente o COFFITO reconhece 15 especialidades da fisioterapia, cada uma instituída por uma resolução própria: Acupuntura, Aquática, Cardiovascular, Dermatofuncional, Esportiva, Gerontologia, Neurofuncional, Oncologia, Osteopatia, Quiropraxia, Respiratória, Saúde da Mulher, Terapia Intensiva, do Trabalho e Traumato-Ortopédica. O conselho atualiza essa lista periodicamente, então vale confirmar a versão vigente na plataforma oficial de especialistas.
Como tirar o título de especialista em fisioterapia?
É preciso estar inscrito no CREFITO há pelo menos 2 anos e seguir um dos três caminhos: aprovação no exame (Exame de Conhecimento + Prova de Títulos), convalidação pelo COFFITO, ou conclusão de residência uni ou multiprofissional reconhecida e chancelada pelo COFFITO. Aprovado, o profissional recebe o RQE (Registro de Qualificação de Especialista).
Preciso de título para atuar numa área da fisioterapia?
Não para atuar. Você pode atender pacientes em qualquer área dentro da sua competência profissional. O título é necessário para se anunciar e se apresentar publicamente como especialista — sem o RQE, divulgar-se como 'especialista' fere o Código de Ética. Atuar numa área e ter o título da especialidade são coisas diferentes.
O que é o RQE na fisioterapia?
RQE é o Registro de Qualificação de Especialista, instituído pela Resolução COFFITO nº 627/2025 em substituição ao antigo RPE (Registro Profissional de Especialista). É o número que comprova oficialmente o seu título de especialista e que pode (e deve) constar no seu material de divulgação quando você se apresenta como especialista numa área.

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